A crise na família de Stênio Garcia ganhou mais um capítulo nos tribunais. Aos 94 anos e com contrato encerrado com a Globo em 2020, o veterano entrou com uma ação na Justiça pedindo pensão alimentícia contra as próprias filhas, Cássia e Gaya Piovesan.
De acordo com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ator solicita o repasse mensal de cinco salários mínimos. A quantia, segundo ele, é indispensável para arcar com despesas básicas, incluindo medicamentos e o plano de saúde, que atualmente custa pouco mais de R$ 4 mil por mês.
Estratégia jurídica inclui quebra do próprio sigilo
Para demonstrar a situação de aperto financeiro, a defesa de Stênio adotou uma medida incomum, mas estratégica: o advogado Luiz Mantovani pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário do próprio ator. O objetivo é escancarar a real condição das contas do veterano e provar que ele não tem recursos suficientes para se manter.
Simultaneamente, a defesa também requereu que as filhas apresentem as últimas cinco declarações do Imposto de Renda, além das faturas recentes dos cartões de crédito. A ideia é comprovar a capacidade financeira das herdeiras e a necessidade de elas arcarem com o sustento do pai.
Nos bastidores, a disputa, no entanto, não se limita ao pedido de pensão.
Imóvel de R$ 2 milhões em Ipanema é outro ponto de discórdia
Paralelamente à ação alimentícia, Stênio já travava um embate com Cássia e Gaya relacionado a um apartamento avaliado em R$ 2 milhões, localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator possui usufruto vitalício do imóvel, mas alega que a ex-mulher o alugou de forma irregular em 2019, com o consentimento das duas filhas.
A acusação de aluguel sem autorização piorou ainda mais a relação entre o artista e as herdeiras, transformando o conflito familiar em uma batalha judicial de duas frentes: de um lado, a pensão alimentícia; de outro, o direito sobre o imóvel avaliado em milhões.
Até o momento, Cássia e Gaya não se manifestaram publicamente sobre as acusações nem sobre o pedido de pensão feito pelo pai. O processo corre em sigilo na Justiça do Rio de Janeiro.
Fonte: Portal Léo Dias



